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Políticos que foram presos

É bem verdade que a Operação Lava Jato levou diversos políticos corruptos para trás das grades. Foram presos inclusive nomes famosos, como Lula e Michel Temer. Antes disso já tinham acontecido algumas prisões de políticos importantes, como o ex-presidente Washington Luís. Confira as histórias que levaram estes homens para a cadeia.

Políticos que foram presos

Ao longo da história diversos homens da política acabaram sendo presos, na maioria das vezes acusados de corrupção. Outros foram parar no xilindró por força de opositores que haviam assumido o poder. Deputados, prefeitos e até presidentes já aproveitaram essa situação. O primeiro brasileiro dessa lista foi um ex-comandante da República.

Marechal Hermes da Fonseca (1922)

Presidente da República entre 1910 e 1914, o Marechal Hermes da Fonseca era sobrinho de Deodoro da Fonseca. Oito anos após deixar o poder, o presidente da época, Epitácio Pessoa, ordenou uma intervenção federal em Pernambuco. Hermes da Fonseca criticou a medida, ele era presidente do Clube Militar, acabando preso em julho de 1922.

Pessoa mandou fechar o clube, dando origem a Revolta dos 18 do Forte, um movimento contra o atual presidente e o seu sucessor, Artur Bernardes, mas durou somente um dia. Fonseca ficou preso até janeiro de 1923, quando estava doente, foi libertado devido a uma habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Morreu em setembro do mesmo ano.

Washington Luís (1930)

Getúlio Vargas chegou ao poder após a Revolução de 1930. O gaúcho havia sido derrotado nas eleições por Júlio Prestes, indicado por Washington Luís como seu sucessor. A oposição acusou de fraude no processo, então no dia 24 de outubro ele teve que deixar a sede do Governo Federal, no Rio de Janeiro, sendo levado para o Forte de Copacabana. Foi preso quando ainda cumpria mandato. Depois disso nunca mais voltou para a política.

Artur Bernardes (1932)

Parece que era comum prender governantes na década de 1930. Artur Bernardes foi presidente da República entre 1922 e 1926, sucedendo Epitácio Pessoa. Em 1932 ele foi um dos apoiadores da Revolução Constitucionalista, movimento que começou em São Paulo e buscava derrubar o Governo Vargas. Acabou preso no dia 23 de setembro daquele ano.

Bernardes ficou na cadeia por mais de 60 dias, depois indo para exílio em Portugal, onde morou durante um ano e meio. De volta ao Brasil, em 1934 foi eleito deputado estadual, participando da Assembleia Constituinte de 1934. Quando o Estado Novo começou, teve o seu mandato cassado. Retornou a vida política em 1950 e morreu em 1955.

Juscelino Kubitschek (1968)

O criador de Brasília, Juscelino Kubitschek, foi outro ex-presidente que acabou sendo preso. Presidente do Brasil entre 1956 e 1961, com o Golpe de 1964 perdeu os seus direitos políticos por dez anos. Nessa época ele era senador por Goiás. Foi para o exilio nos Estados Unidos e na Europa, percorrendo diversas cidades.

De volta ao Brasil em 1967, um ano depois, com o Ato Institucional nº 5, foi preso em 13 de dezembro no Rio de Janeiro. Foi solto no dia 22 do mesmo mês, cumprindo um mês de prisão domiciliar. A partir disso largou a política e passou a dar atenção para atividades empresariais, até morrer em 1976 vítima de um acidente de carro.

Luiz Inácio Lula da Silva (2018)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi presidente do Brasil entre 2003 e 2010, durante dois mandatos. Ele foi preso no dia 7 de abril de 2018, após se entregar na sede da Política Federal (PF). O juiz federal Sérgio Mouro havia emitido o mandado de prisão dois dias antes, seguindo uma condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Diferente de seus antecessores, Lula foi o primeiro ex-presidente da República a ser preso por condenação de crime comum. A situação do petista vinha se complicando desde 2016, quando passaram a ser realizadas manifestações por todo o Brasil pedindo a saída de Dilma Rousseff (PT) do poder. A primeira condenação de Lula veio em julho de 2017. A ação penal foi baseada no caso do triplex, que teria sido reformado com dinheiro sujo.

Neri Geller (2018)

Deputado federal pelo Mato Grosso, Neri Geller (PP) foi ministro da Agricultura durante o Governo Dilma, entre março de 2014 e dezembro de 2015. Ele foi preso em novembro de 2018 por ter participado de um suposto esquema de corrupção que teria acontecido enquanto estava à frente da pasta. Um mês antes havia sido eleito para seu terceiro mandato na Câmara Federal. Geller é agricultor e empresário do meio rural.

Antonio Andrade (2018)

O fazendeiro Antônio Eustáquio Andrade Ferreira (MDB) foi vice-governador de Minas Gerais até o fim de 2018, mesmo assim, em novembro daquele ano acabou sendo preso pela Polícia Federal. Antes, conseguiu mandatos como deputado federal e estadual. Chegou ainda a ser ministro da Agricultura, durante os anos em que Dilma Rousseff comandou o Palácio do Planalto.

Deixou o ministério em março de 2014 e meses depois foi eleito na chapa de Fernando Pimentel (PT), durante o mandato encontraram diversos problemas devido a disputas internas. Quatro anos depois, ele não concorreu, sendo substituído por Jô Moraes (PCdoB), tentando vaga na Câmara, não sendo eleito.

João Magalhães (2018)

O deputado estadual João Magalhães (MDB) foi outro mineiro preso em novembro de 2018. Pecuarista e cafeicultor, ele teria ajudado na distribuição de propina paga pela JBS à bancada do MDB em Minas Gerais. Alguns áudios de deleções foram divulgados pela revista Veja e indicaram que ele sabia do repasse ilegal de dinheiro.

Michel Temer (2019)

Presidente da República entre o fim de agosto de 2016 e 1º de janeiro de 2019, Michel Temer foi preso pouco mais de dois meses após deixar o Palácio do Planalto. Ficou quatro dias na cadeia. A decisão partiu do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Temer respondia a dez inquéritos na Justiça. As investigações são focadas em contratos de Angra 3, também por crimes de corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.