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Pirâmides Maias
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Pirâmides Maias: curiosidades sobre as construções

Quando se fala em pirâmide logo vem a cabeça aquelas construções gigantes encontradas no Egito. Mas, não apenas naquele país africano foram feitos monumentos deste estilo. Na América existem diversas estruturas parecidas, as Pirâmides Maias. Para que elas foram erguidas? Quem construiu as pirâmides? Confira a seguir estas e outras curiosidades.

Pirâmides Maias

Os Maias eram povos que viveram na América Central ao longo de séculos. Chegaram a estar entre os mais evoluídos do mundo, embora não tivessem contato com europeus. Talvez o principal registro que deixaram para a humanidade foram as pirâmides. Eram templos de adoração, que possuíam diversas imagens para agradar os deuses.

Quem eram os Maias?

A civilização Maia se desenvolveu no continente americano entre 2.600 a.C. e 1697 d.C. Tinham um bom sistema de escrita, sendo o único encontrado no Novo Mundo durante o processo de colonização. Eram desenvolvidos em relação a arquitetura, matemática e sistemas astronômicos. O auge deste povo aconteceu entre 250 d.C. e 900 d.C.

Os Mais perderam espaço com a chegada dos espanhóis. Eles nunca desapareceram completamente e hoje os seus descendentes vivem em regiões do antigo império, mantendo diversas tradições e crenças deixadas pelos antepassados. A base econômica vinha da agricultura, com o cultivo do milho por meio da irrigação, os comerciantes chegaram a ter grandes privilégios e faziam ainda troca de alimentos.

Quando foram construídas as Pirâmides Maias?

As pirâmides são as estruturas Maias mais reconhecidas hoje em dia. Elas foram erguidas a partir do fim do período pré-clássico. O Templo de Kukulcán, uma das principais construções deste tipo, foi erguido no século XII d.C. Ou seja, estas pirâmides são bem mais novas do que as do Egito, embora outras sejam mais velhas. Atualmente a maioria delas foi tomada pelo mato.

Onde ficam as Pirâmides Maias?

A antiga civilização Maia viveu em territórios que hoje são conhecidos como México, Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras, ou seja, na América Central. Até hoje os arqueólogos encontraram mais de 400 cidades construídas por eles, sendo que muitas delas possuíam pirâmides. Com o passar dos anos muitas acabaram sendo destruídas.

Para que serviam as Pirâmides Maias?

Se no Antigo Egito as pirâmides serviam como uma espécie de túmulo para os faraós que morriam, para os Maias elas eram feitas para serem utilizadas como templo religioso. Esses locais eram frequentados pelos membros da família real, que viam o ambiente como fruto do conhecimento. Serviam ainda para a adoração aos deuses.

Como eram feitas as Pirâmides Maias?

As Pirâmides Maias eram projetadas pelos arquitetos mais experientes dos povoados. Eles faziam diversos cálculos, para identificar até mesmo como seriam as projeções das sombras. Na parte de cima estavam os templos, que tinham a escuridão como uma das principais características, nestes locais eram realizados os principais rituais de sangria, onde os reis perfuravam membros do corpo e ofereciam aos deuses.

Essas construções eram feitas por meio de pedras de calcário, material rico nas regiões onde as pirâmides eram erguidas, sendo transportados sem a ajuda de animais. Pesquisadores sugerem que as pedras eram transportadas por meio de madeiras, que rolariam com o auxílio de cordas. As pedras seriam grudadas por argamassa.

Quem construiu as Pirâmides Maias?

Os pesquisadores ainda não conseguiram entrar em consenso em relação a esta pergunta. Possivelmente foram utilizados escravos neste tipo de obra, que eram capturados de tribos rivais que viviam nas redondezas ou que tentavam atacar os Maias. Outra possibilidade estudada era a contratação de homens para a execução dos serviços.

Como eram as pirâmides por dentro?

Na parte interna das Pirâmides Maias existiam plataformas e escadas, que levavam as pessoas para a parte superior do templo. Algumas dessas construções contavam com pinturas internas que retratavam aspectos culturais e religiosos daquele povo. Muitos dos principais rituais eram realizados na parte superior destas construções.

Templo de Kukulcán

Construído em forma de pirâmide, é considerada a construção mais importante deixada pela civilização Maia. Conta com nove níveis ou patamares, quatro fachadas principais e uma com escadaria. Neste ambiente eles cultuavam o deus Kukulcán, que significa Serpente Emplumada, aliás, nos equinócios os raios de Sol projetam a sombra de uma serpente nas laterais da escadaria.

A construção tem altura de 30 metros, não sendo a maior deixada pelos Maias. É o mais importante templo da cidade pré-colombiana Chichén Itzá. No total são 364 degraus, mais o topo, totalizando 365, que representavam os dias do Haab, o calendário utilizado por este povo. Essa construção chama atenção pelos destaques matemáticos, geométricos, acústicos e astronômicos empregados.

Templo das Inscrições

Erguida em Palenque, onde fica um sítio arqueológico Maia, apresenta um conjunto de 500 edifícios que ocupavam mais de 15 km. No Templo das Inscrições foram encontrados três tabuleiros com 619 hieróglifos, descobertos em 1952. Nessa região existem ainda o Templo de La Reina Roja e a Tumba dos Mortos

Pirâmide do Adivinho

Localizada na antiga cidade de Uxmal, é chamada ainda de Pirâmide do Anão. Pesquisadores acreditam que mais de 25 mil maias tenham vivido nessa região durante o auge da civilização. Sua construção começou em 6 d.C. e continuou com expansões até 400 d.C.

Templo Grande Jaguar

Essa pirâmide fica onde era a maior cidade Maia, Tikal, território que hoje é a Guatemala. Erguido por volta de 721 d.C., chegou a medir 72 metros de altura. Entre 100 mil e 200 mil pessoas viviam lá.

Música nas Pirâmides Maia

O Templo de Kukulcán, conhecido ainda como El Castillo, gera um som estranho em seus degraus. Os passos dos visitantes que caminham pelo local parecem pingos de chuva caindo em um balde. Essa características foi percebida ainda em outras pirâmides, levando pesquisadores a crerem que essas construções serviam como “instrumento musical” para os deuses.

Estudiosos fizeram testes, comparando com o barulho emitido pela estrutura sólida da Pirâmide da Lua. Dessa forma passaram a acreditar que o local, além de cultuar Kukulcán servia ainda de homenagem a Chaac, o deus da chuva. O arqueólogo da Universidade de Boston, Francisco Estrada-Belli, garantiu que essas pirâmides eram erguidas em regiões montanhosas, onde a chuva costumava começar.